17 fevereiro 2006

Imortal

A cortina fechou-se
A escuridão tomou conta
Do ambiante
E o breu caiu
Sobre os meus olhos

Eu jazia preso
Solto pela concretude
Mas atado pela alma

A consciência pesava
O coração pulsava
E a luta se eternizava

Sentia o fluxo de sangue
Correndo pelas veias
Ouvi meu cerebro trabalhando
Sabia que vivia
Mas não queria

O presente que Deus enviou
Eu queria devolver

A essência foi-se
E a emoção...
Racionalizou-se

Mas o ar invadiu
Meus pulmões
E trouxe energia

E eu vi a esperança

E vi que, para alguns
A esperança não é
A última que morre

Ela simplismente,
Não morre
...