Acho que estou começando a levar a sério essa coisa de escrever.
Creio que, pra mim, isso começa a se tornar uma certa necessidade.
E eu acho que eu tenho que tomar uma atitude. Devo receber isso e continuar escrevendo, pois é nas letras que me conforto, ou devo abandonar esse ofício, uma vez que isso me dói? Isso não é fácil. A decisão não é fácil.
Mais que isso. A dor não é fácil. Há momentos em que sinto que quase vomitarei as letras. Mesmo assim a mão treme, os pensamentos não correm, a caneta falha. Uma série de desventuras que me colocam numa posição tão inferior a mim mesmo que por vezes desisti de escrever. É. Fui covarde diante do meu desejo. Não o cumpri. E não tenho vergonha disso.
Mas você não tem idéia da dor. Parece que é um pedaço de mim que se vai. Não escrever, quando se deve escrever, é como a castração. Acabam-se sonhos, cores, luzes. Tudo acaba. Nada mais resta. Há um momento em que se sabe que as letras foram embora porque estavam cansadas de esperar. Ah... Eis o ápice do sofrimento. Elas são impiedosas, sim. Se não as põe pra fora, elas vão embora e nunca mais voltam. Eu disse nunca mais. Nunca mais! Compreende isso? Nós não temos capacidade intelectual pra compreender as idéias de nunca, sempre, eterno, infinito. Nossa mente não foi criada pra lidar com a permanência. Achamos que tudo pode sempre mudar. Não importa se é pra melhor ou pra pior. Tudo vai mudar um dia.
Toda vez é isso. Eu levo sempre um susto. Vou escrevendo, escrevendo, escrevendo. Quando vejo já tenho dois parágrafos. Aí fico com vergonha porque nunca sei como terminar.
A verdade é que nunca termina. É isso. Assim que termina.
Até breve!
Creio que, pra mim, isso começa a se tornar uma certa necessidade.
E eu acho que eu tenho que tomar uma atitude. Devo receber isso e continuar escrevendo, pois é nas letras que me conforto, ou devo abandonar esse ofício, uma vez que isso me dói? Isso não é fácil. A decisão não é fácil.
Mais que isso. A dor não é fácil. Há momentos em que sinto que quase vomitarei as letras. Mesmo assim a mão treme, os pensamentos não correm, a caneta falha. Uma série de desventuras que me colocam numa posição tão inferior a mim mesmo que por vezes desisti de escrever. É. Fui covarde diante do meu desejo. Não o cumpri. E não tenho vergonha disso.
Mas você não tem idéia da dor. Parece que é um pedaço de mim que se vai. Não escrever, quando se deve escrever, é como a castração. Acabam-se sonhos, cores, luzes. Tudo acaba. Nada mais resta. Há um momento em que se sabe que as letras foram embora porque estavam cansadas de esperar. Ah... Eis o ápice do sofrimento. Elas são impiedosas, sim. Se não as põe pra fora, elas vão embora e nunca mais voltam. Eu disse nunca mais. Nunca mais! Compreende isso? Nós não temos capacidade intelectual pra compreender as idéias de nunca, sempre, eterno, infinito. Nossa mente não foi criada pra lidar com a permanência. Achamos que tudo pode sempre mudar. Não importa se é pra melhor ou pra pior. Tudo vai mudar um dia.
Toda vez é isso. Eu levo sempre um susto. Vou escrevendo, escrevendo, escrevendo. Quando vejo já tenho dois parágrafos. Aí fico com vergonha porque nunca sei como terminar.
A verdade é que nunca termina. É isso. Assim que termina.
Até breve!

3 Comments:
R. Avancini,
se vc aparecer por aqui, deixe o link pro seu blog, por favor.
Obrigado pelos comentários.
Comment de baixo... tá lá...
tomei a liberdade de substituir
"escrever" por "pintar"
me sinto extamente assim
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