29 outubro 2006

Agradecendo, somente...

A lua sorri pra mim
E eu retribuo esse
Lácteo e leve cumprimento
Agradecendo pela companhia

Agradeço pelos amigos -- irmãos
Agradeço pela família -- unidade
Agradeço pela vida

Obrigado pelos belos dias
Pela sempiterna presença
Pela felicidade que cresce

Agradeço à Estrela da manhã
Por refletires sua luz e nós
Através do brilhante astro noturno

Obrigado pelo calor
Que nos aquece
pela alegria
Que nos aviva

Obrigado ao Sol -- Deus!

22 outubro 2006

À uma Marquesa

A Marquesa que me refiro
É aquela que me enche com sua nobreza
Que me aquece quando está frio
E me impressiona com sua beleza

Uma menina encantada
Com um singelo toque de fada
E sensibilidade e leveza
De uma bela sereia

Uma mulher que me aguarda
Numa linda rua de Oz
Esperando a nossa Temporada
Sentada à beira da foz

É a bailarina-poeta
Aquela que tira uma sesta
E sonha com uma linda seresta
Uma música que a desperta

Uma artista de circo
Artista que me dá abrigo
E tem um belo sorriso
Que me faz perder o juízo

É uma linda criança
Que enche de esperança
Meu pobre coração plebeu
Quando me traz um poema seu

Essa atriz-compositora
Que um dia será autora
De um belo conto sobre o amor
De uma nobre e um pobre pastor

Uma pequena contente
A quem dou esse humilde presente
Mas, sinceramente,
Quisera eu aí estar presente!

Congratulo à ela
De longe, a menina mais bela
Que completa 17 primaveras
E um dia, pintarei numa tela

Parabéns a você
Esse mais lindo ser
A quem muito quero ver
E sempre ao meu lado ter

17 outubro 2006

Entende?

Vejo a vida com valor e ambição
Traço o risco com sabor de uma canção
Toco o sino e tomo açúcar com limão
Troco o vidro e faço rima "sem noção"

13 outubro 2006

Primavera

E a liberdade vem
Nessa livre idade
De surpreender
Essa livre idade
De não temer

A coragem me toma
Me põe uma couraça
E me dá força pra vencer
Me leva, me espassa
E me junta pra viver

Vem comigo nessa estrada
Pega a tua mala
Eu pago a sua estada
Os leões, os elefantes
Não vão te importunar
Porque nós somos errantes
E acertamos em errar

Corra junto
Leve o mundo
Porque o mundo é mudo
E de nada vai discordar
Vamos a nado
Talvez um jato

Mas vamos ter calma
Abrandar a alma
Não é preciso correr
Eu quero é ser!

11 outubro 2006

Cárcere

Minha mente trabalha
Meus dedos se agitam
O lápis me lança olhares
O papel pinta as cores

Mas algo me travou
Me sinto aprisionado
Quero escrever e não consigo
Sinto que estou sem abrigo

Meus punhos não se abrem
A agonia é grande
A esperança se esvai

O soneto não sai
O último verso, cai
(?)